Glocal: a indicação geográfica como forma de proteção aos conhecimentos tradicionais
DOI:
10.16928/2316-8080.v10n2p.91-107Palavras-chave:
Glocal Indicação geográfica Indicação de procedência Conhecimento tradicional Vitivinicultura Vales da Uva GoetheResumo
Vários movimentos têm buscado o caminho de volta a muitas coisas: às tradições, à cultura, ao saber fazer, à vida de antes, aos gostos, à reconexão. O que se percebe nos dias atuais é um movimento de busca das origens. No presente artigo, o que se busca contar é um pouco de um dos movimentos que objetiva percorrer um dos caminhos que se está traçando para voltar, desenhando as diversas formas e faces de se analisar esse movimento. O trabalho se desenvolveu sob a forma de estudo de caso, método utilizado para dar suporte à análise realizada, o qual se baseou na experiência do resgate efetuado pela Indicação de Procedência Vales da Uva Goethe. Como resultados, verifica-se que o grande desafio é estar aberto ao novo, absorvendo novas tendências e ajustando-se aos novos conceitos e padrões, mesmo quando o que se busca é o resgate do tradicional, sem perder sua autenticidade e seu caráter de regionalidade. A proteção dessa cultura, da tradição e do saber fazer, por meio das indicações geográficas, pode ser uma estratégia para o Brasil, país com potencial para produzir e resgatar produtos com identidade própria e para ocupar espaços no mercado interno e no externo.
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