Gadamer e os limites da hermenêutica

Autores

  • Estanislau Fausto Autor

DOI:

10.16928/2316-8080.v7n1p.211-219

Palavras-chave:

Gadamer Linguagem Hermenêutica filosófica

Resumo

O estudo é dedicado à terceira parte do livro Verdade e Método, do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer, com o objetivo de esboçar, a partir de suas observações, os limites da hermenêutica filosófica. Parte da relação entre pensar e falar e do exemplo da conversação, em que os interlocutores são conduzidos pelo próprio diálogo, para estender a analogia à leitura do texto, tomado como companheiro de conversação hermenêutica que só ganha voz nos movimentos intelectivos do leitor. Percorre a noção de tradição, oral e escrita, a escrita como autoalienação cuja superação é a leitura, o caráter especulativo da linguagem e sua superação dialética da unilateralidade, além do questionamento da ideia de interpretação originária, que não se encontraria sequer no momento da concepção da obra pelo autor. Discute a premissa de que a compreensão do mundo é linguística e o passo conclusivo da universalidade da hermenêutica. Sustenta que, tornada meio absoluto de interpretação da realidade, a hermenêutica encontra seu limite em si mesma, na universalização que o texto lhe atribui.

Referências

GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método. Trad. De Flávio P. Meurer; Revisão de Trad. De Enio Paulo Giachini. 13. Ed. - Petrópolis, RJ: Vozes. Bragança Paulista; Editora Universitária São Francisco, 2013.

GRONDIN, Jean ( org.).O pensamento de Gadamer.São Paulo: Paulus,2012.

LAWN, Christian.Compreender Gadamer.Petrópolis:Vozes, 2007.

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Publicado

2014-10-01

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

FAUSTO, E. Gadamer e os limites da hermenêutica. Revista de Propriedade Intelectual, Direito Contemporâneo e Constituição, v. 3, n. 3, p. 211–219, 1 out.2014.