O paradoxo da sociedade técnica
DOI:
10.16928/2316-8080.v1n1p.102-105Palavras-chave:
Ricoeur Ética TécnicaResumo
O texto discute o paradoxo da sociedade técnica na obra de Paul Ricoeur, entendido como a contradição entre o duplo progresso da racionalidade e das possibilidades de perversão. O percurso parte da noção de paradoxo na tradição lógica e filosófica e acompanha textos de Ricoeur — O paradoxo político (1957), Civilização universal e culturas nacionais (1961), o Posfácio ao Tempo da responsabilidade e Ética e filosofia da biologia em Hans Jonas (1991) —, aos quais se somam Amor e justiça e Percurso do reconhecimento. São examinadas as mutações do agir humano decorrentes das aplicações técnicas das ciências no meio ambiente, nas ciências da vida, na mídia e na informática, bem como o conflito entre a eficácia técnica e a exigência de socorrer o perecível no plano da vida política e da gestão das empresas. O texto sustenta que Ricoeur formula, em diálogo com Hans Jonas e Lévinas, uma ética da responsabilidade e da alteridade, na qual a preservação do ser, em relação à humanidade futura e à natureza, converte-se em dever-ser e obrigação moral.
Referências
JONAS,H. Le principe responsabilité. Une éthique pour la civilisation technologique.Paris: Cerf, 1995.
RICOEUR, P. História e Verdade. RJ: Forense, 1968, p.252. ed. francesa: Histoire et Véríté, Paris: Points/Seuil, 1967.
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