Habitar poeticamente a terra
DOI:
10.16928/2316-8080.v9n2p.251-254Palavras-chave:
Heidegger Habitar poeticamente Poesia Obra de arte QuadraturaResumo
O trabalho examina a reflexão de Heidegger sobre o homem, o mundo e o significado de habitar a terra em textos produzidos entre 1935 e 1961. O percurso parte do verso de Hölderlin, "é poeticamente que o homem habita a terra", e acompanha Hölderlin e a essência da poesia, a Carta sobre o Humanismo, O caminho do campo, a Introdução à Metafísica e Construir, Habitar, Pensar, articulando perspectivas estéticas, ontológicas, antropológicas e éticas. Enfrenta a caracterização do presente como tempo de carência, marcado pela era da técnica e pela fuga dos deuses; a formulação de que a ética pensa a morada do homem; a noção de Quadratura, totalidade que une terra e céu, deuses e mortais; e a distinção entre construir e habitar, observando que nem toda construção é habitação e que a crise da habitação não se reduz à falta de alojamentos. Examina os exemplos da ponte e do templo grego como coisas que reúnem a Quadratura e instauram um lugar e um mundo. Sustenta que instaurar, fundar, construir e oferendar constituem a essência da obra de arte, da poiésis, tarefa pela qual o homem patenteia a verdade do ser e faz da terra um mundo.
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