Martin Buber e a hermenêutica fenomenológica
DOI:
10.16928/2316-8080.v12n3p.153-182Palavras-chave:
Fenomenologia Filosofia Hermenêutica Palavras-princípio Martin BuberResumo
Neste artigo examina-se a hermenêutica fenomenológica de Martin Buber, partindo-se da novidade trazida pelo pensamento de Edmund Husserl na compreensão do conhecimento. No esforço para fundamentar o conhecimento, Husserl radicalizou o retorno às coisas mesmas e nesse movimento encontrou o mundo vivido. Esse mundo tomado como o fundamento último do conhecimento nasce de experiências singulares vividas na intencionalidade das consciências. Martin Buber desenvolverá essa noção, diferenciando a intencionalidade em duas palavras-princípio, Eu – Tu e Eu – Isso, com as quais resume a relação pessoal com os outros e com as coisas, além das variações dessas palavras, como tratar o outro como coisa. Com essa distinção ele conceberá uma linguagem distinta nas palavras-princípio. Esse trabalho se completa com os estudos de Buber sobre os textos históricos, bíblicos e hassídicos, onde se aproxima de nomes fundamentais da hermenêutica como Paul Wartenberg, Wilhelm Dilthey e Hans George Gadamer, esse último voltado para a objetividade na interpretação.
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